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Star Wars l Cinco lições poderosas da saga para seus filhos

Todo mundo já sabe que Star Wars é para todas as idades. Afinal, a ficção científica é apenas um pano de fundo para a história onde a fantasia o humor e a aventura tomam conta do pedaço. Mas, no geral, as crianças apenas curtem os filmes e os personagens de forma superficial ou usam os produtos e brinquedos lançados.

O que talvez muitos pais não tenham pensado ainda é que, além de toda a diversão, existem diversos ensinamentos, filosofias e mensagens super bacanas que podem (e devem) ser transmitidas aos pequenos. Duvidam?

Então confiram essa lista de 5 itens da saga que cada família pode aplicar da forma que achar mais adequada aos seus próprios valores e crenças:

1 – A Força: a Força pode ser explicada de várias formas, desde um jeito mais científico até um mais religioso. A explicação sobre a Força em Star Wars é que ela seria uma espécie de campo energético onipresente, que permeia tudo que é vivo e move tudo no Universo, mantendo tudo como é.

Os Jedi/Sith seriam os seres que usam a Força com mais intensidade, uma habilidade que nem todos possuem nesse grau. Para as crianças essa é uma forma bacana de criar empoderamento, principalmente em situações de medo ou insegurança, onde ela se concentraria e “usaria a Força”. Assim, ela estaria mais confiante e protegida.

É uma boa técnica pra usar, por exemplo, após um pesadelo noturno, em provas esportivas ou escritas, onde a criança exerce seu poder de concentração para manter a calma.

 

Lado negro da Força: ensinar que sentir raiva, medo, entre outros sentimentos ruins, atrai o lado negro da força e que isso não é legal, porque traz tristeza e sofrimento. É uma boa forma de chamar a atenção dos filhos quando ele estiverem naquele momento “socorro, que bagunça é essa” no quarto, mostrando o “desequilíbrio” que isso traz ao ambiente (hehe).

Ou então que os acessos de raiva não vão levá-lo a lugar algum. Lembram das birras de Kylo Ren no Ep. VII? Adiantou alguma coisa? Não, né? Só ajudou a quebrar um painel da nave e espantar seus próprios guardas. =p

Lado iluminado da Força: os bons sentimentos como honestidade, amizade, companheirismo, altruísmo, etc., são valores importantes dos Jedi para os filhos. Quanto mais eles obedecerem, cumprirem com as próprias responsabilidades, serem gentis, educados e amigos, mais fortes e Jedi eles serão. Imaginem como eles se sentirão importantes com esse elogio!

 

2 – Consequência dos próprios atos – Anakin e suas más escolhas: Anakin, assim como Kylo Ren (tá no sangue!) fez escolhas bem ruins que o levaram ao lado negro da Força. Por mais que o vilão Darth Vader seja amado pelas crianças a história por trás do icônico personagem mostra que esse não era o verdadeiro caminho que ele deveria seguir.

Os vilões sempre “perdem” no final, então é legal mostrar o quanto é importante tomar cuidado com as escolhas que fazemos e principalmente os motivos que levam a essas escolhas. O papo pode ser mais ou menos complexo, dependendo da idade da criança, claro.

Um exemplo: Anakin era especialista em desobedecer seu mestre Obi Wan, principalmente no Episódio II, e já criou problemas por causa disso, colocando em risco inclusive a vida deles. Em um momento do Ep. II, Obi Wan pede que Anakin não vá atrás dele e ele desobedece, fazendo com que ambos fossem presos e também a pobre Padmé.

Uma outra ideia é criar histórias fictícias para os pequenos, em cima desse personagem tão “malcriado”. As crianças podem ouvir histórias de quando Anakin ainda era criança e pegou um sabre de luz pra brincar sem autorização e acabou quebrando um vaso super importante do Yoda, porque era da mãe dele (hihihi). =p

 

3- Aliança Rebelde – onde a rebeldia pode ser aplicada de forma saudável: a rebeldia tem um lado bom, desde que bem dosada. Lembram de como os pilotos rebeldes trabalham fortemente em equipe? No episódio IV e em Rogue One existem cenas lindas mostrando isso.

É ótimo para ser usado dentro de casa, em várias situações, até mesmo em “missões pra arrumar o quarto”, onde cada filho fica responsável por um “setor” especial. Na escola, se um amiguinho estiver precisando de ajuda, as crianças podem ser estimuladas a criarem uma “força-tarefa” para ajudá-lo.

Rebeldes não ficam de cabeça baixa. Crianças que sofrem algum tipo de injustiça ou situação de bullying não podem ficar sem fazer nada. Elas precisam acionar seus superiores: pais e professores e claro, jamais brigar com ninguém ou devolver na mesma moeda. Mais uma dica pra estimular o empoderamento nos pequenos e também defender os amigos na galáxia! =)

 

4- Tudo bem gostar de castelos, mas meninas também podem gostar de naves: aqui vamos entrar um pouco na questão do feminismo e também no sexismo que ainda existe de maneira muito forte na nossa cultura. Meninas podem gostar de castelos? Claro! Podem ser Princesas? Claro! Mas que o universo delas não seja forçado a ter somente isso.

Em Star Wars, por exemplo, temos mulheres pilotando naves rebeldes, uma aspirante a Jedi que pilota a Millenium Falcon e usa um sabre de luz e uma Princesa que vira Rebelde e depois General da Resistência. 😉

 

5 – Aprendizados do Yoda: acredite em si e tenha paciência: “Tamanho não importa. Olhe para mim, você me julga pelo tamanho?” – os maiores valores que Yoda pode ensinar para os pequenos são a confiança em si próprio e o otimismo no sentido de se acreditar que é possível.

Temos várias cenas no episódio V que mostram Yoda treinando Luke e mostrando a ele que o mais importante é ter auto-conhecimento, paciência, perseverança e acreditar em si próprio para se alcançar a evolução que se quer.

Outro valor bacana é quando Luke desconfia do poder de Yoda, por ele ser “pequeno e esquisito”, mas Yoda mostra todo seu poder e passa a lição de que não devemos julgar um livro pela capa. Isso para crianças é uma ótima ferramenta para conversar sobre preconceito e discriminação.

 

Luke: “Mas eu não acredito!”

         Yoda: “É por isso que você fracassa!”

Nem precisamos falar muita coisa sobre esse diálogo do episódio IV. Ele já diz tudo: precisamos criar nossos filhos para que eles acreditem em seus potenciais.

Que a Força esteja conosco!

Mulher-Maravilha: adoramos! Mas não é um filme para as crianças!

Vamos combinar: a gente já conhece muito bem os roteiros dos filmes de heróis. A sinopse é mais ou menos a mesma em 98% deles e não vou exemplificar aqui senão podem reclamar de spoiler. De qualquer forma, já sabemos mais ou menos a ordem dos fatos nessas histórias. Mas, se é mais do mesmo, porque então eu gostei tanto de Mulher-Maravilha?

Como uma criança dos anos 70/80, a Mulher-Maravilha era minha referência de Super-Heroína, e cresci com a série de TV. Adicionando o fato de eu ser aficcionada por mitologia grega desde sempre, eu sempre tive essa paixão pela Princesa das Amazonas. Confesso que nem tinha expectativas por um filme da MM porque não queria que estragassem minha personagem favorita. Nem acompanhei muito o processo de produção, achava a Gal Gadot muito magra. Mas aí chegou o hype. E com ele eu vi que escolheram minha origem favorita pra eternizar na primeira versão no cinema!

 

O filme mostra a toda a origem das Amazonas e porque elas foram parar em Themyscira. Filha da Rainha Hipólita (Connie Nielsen), Diana tem o desejo de treinar como as fortes guerreiras mesmo contra a vontade da mãe. Com determinação e curiosidade ela acaba driblando a Rainha e aprende tudo com a tia, Antíope, vivida pela atriz Robin Wright que, como todo mundo já disse, está MARAVILHOSA.

As cenas em Themyscira são incríveis, tudo o que eu sempre sonhei. Uma ilha cheia de cachoeiras, escondida dos homens, com uma arena onde as Amazonas treinam. Ver aquelas mulheres fortes (no sentido literal da palavra) me levou às lágrimas. A coreografia do treino e das Amazonas em batalha é uma coisa fora do normal, de uma plasticidade emocionante.

A pequena Diana cresce ouvindo histórias dos Deuses e quando já é uma jovem mulher vê um homem pela primeira vez, Steve Trevor (Chris Pine), que acaba cruzando o portal e encontra Themiscyra. A partir daí começa a construção da Mulher-Maravilha. O filme é muito claro ao colocar desde o início o

tom de origem e mostrando pouco a pouco as sensações de Diana. Ela começa sem saber quem é e vai descobrindo seu poder. É uma menina inocente que vivia em sua bolha e não sabia nada do mundo. Que conhece a humanidade e fica tocada. Que com suas características femininas resolve que vai ajudar as pessoas que sofrem.

O filme mostra essa evolução, que ocorre antes do ponto em que a vemos em Batman VS Superman, mostra um personagem mais complexo que as versões cinematográficas dos outros, uma mulher completa: forte e habilidosa sim, mas também ingênua, sensível, humilde, sem medo de aprender.

Achei o filme com um roteiro sólido, que não se perde, como outros filmes da DC, e com um visual MARA. Cenas icônicas, como a Mulher Maravilha segurando chumbo grosso com o escudo me fizeram ficar pulando na poltrona que nem uma doida.

Maaaaaas, não canso em insistir que não é um filme para crianças pequenas. Eu sei que tem Mulher-Maravilha em calcinhas e fraldas, mas a gente tem que ficar atenta com esse tipo de coisa. Mulher-Maravilha se passa na Primeira Guerra Mundial e ela vai para o front. Apesar de não ter sangue, tem violência contra seres-humanos, tem criança chorando em meio a tiros, e outras cenas típicas de guerras.

Abra o coração e vá ver Mulher-Maravilha com pipoca e lencinho nas mãos. Depois me conta.

Classificação: Não recomendado para crianças menos que 12 anos.

Classificação PAC MÃE: Concordamos com a Classificação oficial. Cenas fortes de guerra. Melhor deixar as crianças com menos de 12 anos em casa dessa vez!

A confusão de ser adulto e Empire Records

A primeira vez que assisti Empire Records foi quando ainda era criança. Passava na Record, depois Band, e ainda tinha o nome de Império dos Discos, em vez da terrível tradução do título que permanece até hoje, “Sexo, Rock e Confusão”. Naquela época eu adorava o fato de vários personagens existirem e terem sua parte do spotlight da história. Adorava o fato deles poderem colocar a música que quisessem pra tocar enquanto trabalhavam, de terem tanta variedade assim de sons, de serem todos amigos – ou inimigos – e da vida deles ter tanta coisa acontecendo. Naquela época, meu sonho era trabalhar numa loja de discos, porque eu tinha certeza que se isso acontecesse, eu teria um dia-a-dia tão interessante quanto o da personagem da Liv Tyler e da Renee Zellweger. 

Depois de uns anos, eu comecei a enxergar a complexidade de toda a história. Sabe, pra eles, aquilo tudo não era tão divertido assim: uma personagem era taxada de piranha só porque tinha uma vida sexual ativa, a outra tomava inibidor de fome porque achava que precisava emagrecer; o outro cara tinha um amor não correspondido pela colega de trabalho, e ainda tinha a Debra, que tinha tentado se matar um dia antes do que acontecia toda a história. O quão divertido pode ser isso?! vomo

 

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Hoje, aos meus 24 anos, eu consigo achar tudo isso e ainda ter a percepção de que Empire Records é uma mistura louca de toda a confusão de ser adulto. Eu ainda acredito que deve ser demais trabalhar numa loja de discos, e uma das minhas grandes vontades na vida é ter uma pra chamar de minha. Mas o que mais me sobressalta é como todo mundo ali, sem excessões, está bem confuso sobre sua própria vida.

O personagem que hoje eu sei porquê gosto tanto é o Lucas (Rory Cochrane). O Lucas é o personagem cuja a vida tá numa boa e ele só tem uma responsabilidade básica, que é fechar a loja com segurança. Aí então aparece um problema que ele tem certeza que consegue resolver. Não consegue. Aí ele acha que consegue resolver o problema maior ainda que causou… Mas não consegue. Não consegue, e admite sua fraqueza – e que naquele tempo inteiro, ele não sabia é de nada. E é quando ele finalmente admite que não sabe de nada, que ele recebe ajuda, e finalmente consegue resolver o tal problema. 

né nom?

Não sei vocês, mas isso me parece o mais perto do que é a confusão de ser adulto, de achar que consegue, mesmo sem conseguir, e finalmente entender que precisa de ajuda, sim. Que a gente não vira adulto e entende tudo o que precisa fazer. Tudo o que é certo, errado, e que na real, na real mesmo, não existe muito disso nas nossas escolhas. É mais o que é bom, o que é ruim, e o que é indiferente – e a gente, pouco a pouco, aprende um pouco como isso funciona. Só um pouco. Porque ser adulto é perceber que até nossos pais estão perdidassos nessa coisa louca chamada vida. 

Eu acho que Empire Records tem camadas tão complexas sobre o que é a vida, que depois de mais de 20 anos assistindo e reassistindo esse filme, eu não cheguei a conclusão de todas elas. Mas hoje, aos meus 24 anos, essa é a que mais se parece com a minha vida hoje. Com o quão confusa é a vida, e com o quão difícil é chegar à decisão mais coerente. 

Encerro essa reflexão falando: se você nunca assistiu, não deixa 2016 acabar sem ter visto. Esse filme tá aí, desde 1995, esperando pra que você o veja. Vai!

Black Mirror: A série mais tensa que você respeita

Eu demorei um tempão pra assistir essa terceira temporada de Black Mirror porque, na real, estava numa onda de preguiça extrema para acompanhar séries, filmes e qualquer outra coisa que exigisse muito tempo da minha atenção. Não foram tempos fáceis para quem sofre de ansiedade, mas as coisas melhoraram desde então e, nessas minhas férias, resolvi dedicar uma tarde inteira para assistir aos seis episódios do seriado. E o que eu tenho a dizer é: do caralho. 

Encerro meu post aqui, bjs. 

Aloka rs 

Eu resolvi me despir de qualquer compromisso anti-spoiler, e resolvi comentar episódio por episódio com as minhas impressões sobre. Se você não entendeu, aviso: CONTÉM MUITOS SPOILERS.

 

EPISÓDIO 1: NOSEDIVE

Nosedive é o episódio que eu mais curti e mais odiei ao mesmo tempo. Eu amei porque a estética e a narrativa foram impecáveis, na minha opinião. Eu amo a personagem da Bryce Dallas Howard, da trajetória dela durante o episódio e como ela termina no final. O que eu odeio nesse episódio é o quanto ele é parecido com a nossa realidade, só que, claro, num nível muito exacerbado de como curtidas tem importância no mundo real. Ele parece muito longe do que vivemos, mas, falando sério, o quão longe realmente é? 

Minha parte favorita é quando ela se liberta e fala todas as merdas e palavrões que tem vontade, dando um foda-se para sua pontuação que vai lá pro ralo. Diva rs

 

EPISÓDIO 2: PLAYTEST

Eu adoro um bom filme de terror – ruins também -, então esse episódio veio muito bem. Eu simplesmente AMEI, e posso dizer que foi meu favorito. Os plot twists que tem nele me deixaram boquiaberta, e apesar de não achar que tem tanta reflexão assim embutida, eu adorei e fiquei com um baita medo de imaginar um futuro com jogos de realidade virtual tão reais. rs

EPISÓDIO 3: SHUT UP AND DANCE

Esse não é um episódio feito pra dar medo, mas me deixou de cabelos em pé. Toda a questão de ameaças de revelar segredos horríveis e a pessoa ficar à mercê de alguém parece muito tenebroso pra mim, mas o final me fez ficar extremamente pensativa e me questionar o quão vilão e mocinho cada um desse episódio realmente era. E o quão tênue é essa linha na vida real, ainda que num nível bem menos agressivo. É aquele lance de que toda história tem dois lados. E aquele lance também de fazer justiça com as próprias mãos. O quão justo ou injusto isso pode ser?

 

EPISÓDIO 4: SAN JUNIPERO

O famigerado episódio San Junipero, aquele que fez a cabeça de todo mundo e foi muito falado nas redes sociais… Foi ele mesmo que no começo achei chato pacaraio. Eu não curti a Yorkie (Mackenzie Davis), só a Kelly (Gugu Mbatha-Raw) apesar de achar mega clichêzona, e já estava cogitando a idéia de passar pro próximo episódio quando, boom, o primeiro plot twist acontece. Quando Yorkie começa a mudar as décadas para encontrar Kelly na mesma cidade, o episódio finalmente me ganhou e foi só aí que deu pra entender a tecnologia que fazia ser um episódio de Black Mirror e não de uma série qualquer. O segundo plot twist foi demais também, melhor até que o primeiro, e apesar do final ser previsível, foi merecido. Não tem como terminar o episódio sem amar as duas. <3

 

EPISÓDIO 5: MEN AGAINST FIRE

Foi o que achei mais chato na maior parte do tempo, mas valeu demais pela cena final. Infelizmente tem que assistir inteiro pra conseguir entender e ter a reação de “wtf” com o plot twist. Se não fosse isso, eu podia garantir que os 45 primeiros minutos eram descartáveis. rs

 

 

EPISÓDIO 6: HATED IN THE NATION

Eu adoro um bom crime, então esse é outro episódio que caiu como uma luva. Ódio e linchamento online também são questões muito presentes nos dias de hoje e que me fazem me questionar o quão justo pode ser qualquer um dos dois. Ainda não cheguei à uma conclusão. 

A primeiro momento achei que o caso seria solucionado de uma forma previsível, mas graças aos bons roteiristas do seriado, eu me enganei. Mesmo achando o lance das abelhas eletrônicas pífio, eu adorei o desenrolar da trama, e ver a Kelly Macdonald atuando, depois de vê-la só uma vez há anos, em Trainspotting, foi um prazer. 

 

VEREDICTO

Melhor episódio: Nosedive

Pior episódio: Men Against Fire

Episódio mais fofo: San Junipero

Meu episódio preferido because of reasons: Playtest

E vocês? O que acharam da terceira temporada de Black Mirror? Qual foi seu preferido? Me conta! 

Desventuras em Série: O que eu achei

Hoje vim aqui falar pra vocês sobre Desventuras em Série, uma série que conta sobre uma série de desventuras de três personagens bem singulares e um vilão bem abobalhado (e mau, do jeitão dele).
Essa série é baseada nos livros de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler) e no filme lançado em 2004 e conta uma história nada feliz de três crianças que passam perrengues danados durante a série inteira. Inclusive, achei que o mais interessante de tudo foi que a Netflix fez uma campanha contrária à série, avisando, desde sempre, que ela não continha cenas felizes e que é somente desgraça a parada toda.

Acredito que tenha dado tão certo, porque temos o costume esperar um final feliz e assistimos cada segundo na expectativa de que algo bom aconteça. Vou contar pra vocês que me pregaram muitas peças durante as cenas, achava que a hora boa ia chegar. Não chegava.

Gostei muito da forma com que a história é levada: temos um narrador!!! Eu adoro isso, foge do padrão! Durante toda a história, alguém (no caso, o autor, interpretado por Patrick Warburton) vai dando deixas e ligando informações pra que a história siga a diante.

Os personagens parecem ter sido construídos de forma bastante cuidadosa, também. Temos a Violet, que é uma garota de 14 anos com uma inteligência incrível que consegue fazer a nova estátua da liberdade com uma meia e um pó de café, se quiser; O Klaus, irmão do meio, que devora livros e por isso tem sempre informação necessária guardada na cachola (o que ajuda muito a Violet a completar os pensamentos e criar as invenções); E temos a Sunny, um bebê bem fofinho, que faz apenas resmungos durante a série inteira, mas é traduzida com frases, muitas vezes, complexas, o que traz um certo humor nas cenas mais sombrias.

 

 

Além dos três, temos o vilão da porra toda: Conde Olaf. No filme ele é interpretado pelo Jim Carrey, mas aqui é interpretado pelo Neil Patrick Harris, que traz um personagem ainda mais sombrio e maléfico do que o do filme.

A trama gira em torno da busca de novos tutores para os três irmão depois que, supostamente, os pais morreram num incêndio. O Conde Olaf tenta, de todas as formas, conseguir a guarda das crianças pra colocar as mãos na grana, mas é um personagem bem burrão e que só faz as famigeradas cagadas, além de ser extremamente egocêntrico. As crianças passam por uma série de tentativas de encontrar alguém para cuidá-las, mas o Conde acaba com todas as tentativas e faz uma zona na história toda. E a história, apesar de sombria e sem momentos felizes, consegue trazer um Q bem característico de humor, o que deixa leve a sequência pesada de desgraças.

Comparando o filme com a série, achei os dois bem válidos, uma adaptação muito bacana (não li os livros, me julguem). Mas achei o cenário da série mais legal. Talvez pela liberdade de tempo, eles tenham podido explorar mais objetos de cena e etc. Os figurinos, a maquiagem, toda a fotografia traz à tona o clima da triste história. Como se algo fosse colorido, mas já estivesse apagado. Achei muito legal a forma com que todo o visual passa o drama com uma pitada de humor.

Enfim, assisti a série em 3 dias (os episódios tem por volta de 40 minutos e a primeira temporada tem 08 episódios, no total) e fiquei realmente sem reação quando percebi que tinha acabado. Não sei se pela sensação de que algo bom realmente poderia acontecer e ainda não havia acontecido, ou se porque a história te prende pela beleza e cuidado da fotografia, como eu já contei pra vocês.

Eu adorei a série e se você gosta de filmes, séries e histórias “não tão pé no chão”, e de algo mais teatral, acho que deveria se entregar à Desventuras em Série. Ela é, de certa forma, mágica e eu acho mesmo que vale a pena pra quem tem esse gosto mais peculiar pra filmes e séries.

E aí, vocês já assistiram? Me contem o que vocês acharam e me dêem mais dicas de o que assistir agora que meus dias ficaram mais vazios sem as Desventuras.

Um beijo, dears.

Dove lança filme mostrando a percepções que os outros e as mulheres têm delas mesmas

Em sua campanha para promover a verdadeira beleza natural de cada mulher, a Dove produziu um documentário. No vídeo, o artista forense faz dois retratos falados: um com a percepção que as mulheres têm de si e outro com a percepção que as outras pessoas têm delas, o resultado é incrível, e a emoção delas ao perceberem como são críticas consigo mesmas também. Veja abaixo o documentário todo:

Fonte:

Corrida Maluca é de Peugeot para promover seu novo carro

Para promover o novo Peugeot 208 a montadora, em pareceria com a agência Y&R, lançou uma superprodução que utiliza os personagens do desenho mais famoso da Hanna-Barbera: a Corrida Maluca.

No comercial, o carro acaba entrando no meio da Corrida Maluca e passando por diversos desafios trazidos pelos personagens enquanto demonstra os atributos do carro, como o teto solar, a troca de marcha pelo volante e sua estabilidade. A campanha está de acordo também com a assinatura do modelo “Dentro dele é outro mundo”.

Gostou
França Exibe “As Aventuras de Pi” com Botes ao Invés de Poltronas

“As Aventuras de Pi” é um filme baseado no livro “Life of Pi” de Yann Martel e dirigido pelo diretor Ang Lee e conta a história de um garoto indiano que sofre um acidente de navio com sua família quando eles se mudavam da Índia para o Canadá. Ele e alguns animais do zoológico de seu pai são os únicos sobreviventes e ele é obrigado a dividir o bote salva-vidas com esses animais selvagens, inclusive um tigre-de-bengala chamado Richard Parker.

Visando trazer mais realismo ao filme para os espectadores, a agência Ubi Bene criou quatro sessões especiais na Piscine Pailleron, na França. Foram colocados 26 botes salva-vidas na piscina e os espectadores recebiam, ainda, um colete salva-vidas. A exibição do filme foi em 3D numa tela de 15m x 8m, nem tão grande, porém, a grande sacada da ação é a incrível cenografia desenvolvida pela agência que realmente faz com que o espectador se sinta dentro do filme, numa experiência única e inesquecível. Veja abaixo o vídeo case:

Livro Porcelana
Hey, guys!
Esse ano eu tive o prazer de manter a parceria com a autora Géssica Marques, e o melhor, a edição fisica de Porcelana será lançada em breve! O livro vai sair pela Young Editorial e já está disponível em pré-venda na loja da editora. Para quem ainda não conhece, segue as informações sobre o livro, assim como o link para adquiri-lo.

Dimensões: 16×23
Páginas: 220
Categoria: Ficção/ Hot + 18
ISBN: 978-85-5695-027-7
Preço: R$ 29,99
Sinopse: Nos corações dos habitantes de Centralia, vivem superstições que só poderiam existir em seus mais profundos pesadelos, ou na sombria floresta que cerca toda a cidade, um fato em que todos temem acreditar. Com a proximidade do Rubrum Luna, a cidade fica agitada com seus novos visitantes, que além de turistas, podem acabar fazendo parte do banquete principal. Com planos de assumir seu tão desejado lugar junto a corte dos vampiros, Violet Demons se depara com seu tenebroso passado, fazendo com que suas habilidades mais sombrias e poderosas venham tomar parte de sua personalidade. Morte e luxúria não são suficientes para descrever os desejos de Violet.

“Violet é uma personagem sexy, envolvente, forte e determinada. Tem tudo o que quer na palma da mão e não se deixa abalar por nada, ou pelo menos era o que ela pensava. Com uma brusca reviravolta na vida da personagem, a autora Géssica Marques nos mergulha em um mundo com seres místicos brigando pela dominação do nosso mundo. A única certeza que você terá lendo “Porcelana” é que a obra lhe fará soltar diversos suspiros de alegria, medo e de… Prazer.” – Tabatha Cuzziol, Blog e Canal Floretizas

“Um romance gótico de tirar o fôlego. A escrita da Géssica é simplesmente viciante, nunca vi ninguém escrever tão bem cenas quentes e olha, isso é o que não falta em Porcelana. Violet Demons é uma vampira sexy, dona de si e que impressiona o leitor por seu lado feminista, afinal, ela quer provar o seu valor para a corte vampírica de todo jeito. A mulher é uma protagonista sensacional! Estou apaixonada pelo enredo criado pela autora. É maravilhosamente sensual, único e arrebatador.” – Kate Willians, autora dos livros Distopia, A fada madrinha, Hunter e Debaixo das minhas asas. 

“Porcelana é uma mistura perigosa entre o mito do vampiro e a contemporaneidade. É cálido, sexy e envolvente.” – Michelle Pereira autora do livro Guardião do Medo.

Bem, é isso pessoal. Aguardem por Porcelana, pois essa história merece ser admirada! Beeeeijos!
Como assim eles não vão ficar juntos?
Em uma história, seja ela romance ou não, sempre vão ter interações que envolvem certo romance. E ai nascem os shipps, que podem se realizar ou não, mas o fato é que a gente se ilude e torço pro casal ficar junto. Hoje eu separei um tempinho para listar os meus casais favoritos, que não tiveram um final muito bom.
Na minha listinha estão apenas couples que realmente não tem nenhuma chance de ficarem juntos no futuro, ou seja, terá spoiler. As séries citadas serão Smallvile, One Tree Hill, Gossip Girl, Revenge e Teen Wolf, com exceção da ultima listada, todas estão finalizadas, então já deixo o aviso. Vamos lá!

Revenge | Daniel e Emily / Amanda

Irei começar essa lista com o casal que me inspirou a fazer esse post, depois de ver umas fotinhos dos atores, que felizmente estão juntos na vida real. Josh Bowman e Emily VanCamp iniciaram o relacionamento quando ainda atuavam juntos em Revenge, interpretando os personagens Daniel Grayson e Emily Thorne / Amanda Clarke.
Sinopse da série

Quando Amanda Clarke era criança seu pai foi preso sob a acusação falsa e injusta de terrorismo, sendo julgado e condenado à prisão, onde acabou sendo assassinado. Após alguns anos, Amanda – usando o nome Emily Thorne – volta aos Hamptons para se vingar das pessoas que destruíram sua família e causaram a morte de seu pai. Amanda sente que teve a vida destruída por essas pessoas que armaram contra seu pai, fazendo com que ela passasse sua infância no reformatório, uma detenção juvenil. Quando completou 18 anos, ela foi solta, mudou sua identidade e recebeu a herança de seu pai, além de uma caixa contendo detalhes sobre as pessoas que arruinaram a vida deles. Seu principal alvo é Victoria Grayson, matriarca da família Grayson, que amou e traiu seu pai.

Para conduzir seus planos de vingança, Emily se aproxima e seduz de Daniel, o herdeiro dos Grayson. Ao desenrolar da trama vemos Daniel e Emily se transformam e um casal complicado, porém apaixonante. Mesmo depois que Daniel descobre as intenções de Emily – e dele acabar escolhendo apoiar sua família – eu ainda torcia pelo casal. Foram momentos muito complicados da história e os personagens acabaram se distanciando ainda mais. até que perto do fim, acabamos perdendo Daniel. Eu realmente não consigo superar o fato de que quando ele finalmente iria se tornar o personagem digno que sempre acreditamos que ele era, o coitado acaba morrendo, para salvar Emily. Quer amor mais lindo? Vamos chorar um pouco com essa cena:

Smallvile | Chloe e Clark

Smallvile é uma série marcante da minha infância/adolescência, antes mesmo de eu saber o que era uma série americana, lá estava o SBT panfletando a série do menino Clarke aos domingos na TV. E enquanto todo mundo torcia por Clark e Lana ou Clark e Louis, eu estava aqui, curtindo a friendzone que a Chloe tinha se metido.

Sinopse da série

A chuva de meteoros que caiu em “Smallville” (Pequenópolis na dublagem brasileira), causou destruição, mortes e diversas alterações na vida de muitos moradores, sobretudo, na vida do apaixonado casal Jonathan e Martha Kent. Após terem o caminhão que dirigiam atingido por um meteoro e desmaiarem, acordam com um lindo garotinho diante deles. O casal que é impossibilitado de gerar filhos, percebe que o pequeno saiu de uma espaçonave e resolve assumi-lo como filho, chamando-o de Clark. Os Kent têm uma vida como uma família normal e feliz, eles lutam de todas as formas para evitar que o segredo do filho seja descoberto.

A melhor amiga de Clark tornasse uma das personagens mais apaixonantes da série, Chloe mostra bravura e lealdade, além de vários outras qualidades que só uma verdadeira heroína tem, mostrando assim o quanto ela e Clark fariam um casal incrível. O que nunca aconteceu na série, onde ambos permanecem melhores amigos, formando casais com Louis Lane e Oliver Queen. Tá, eu fiquei contente da Chloe ter ficado com o Oliver, mas não vou superar o fato dela e Clark nunca terem realmente dito uma chance de crescer amorosamente.

One Tree Hill | Brooke e Lucas

Eu já citei esse casal aqui em “Coisas da minha adolescência”, assim como a série, esse foi um dos meus casais favoritos naquela época. Brooke e Lucas, intitulado de Brucas, foi um dos casais mais bem desenvolvidos e apaixonantes da trama, contando com o amado triangulo amoroso envolvendo Peyton, melhor amiga de Brooke.
Sinopse da série

Nathan e Lucas são dois meio irmãos que só tem em comum o pai Dan Scott e o dom para jogar basquete. Nathan foi criado como o queridinho do papai e sempre teve de tudo, ele é ídolo do time de basquete e o garoto mais popular da escola, enquanto o solitário Lucas foi criado por sua mãe Karen e pelo tio paterno Keith, com muita dificuldade e, apesar de ser um excelente jogador de basquete, só joga por diversão. O destino faz com que as vidas dos dois se cruzem e Lucas tem a chance de jogar novamente no time do colégio, o que provoca a raiva de Nathan e do seu pai que não quer que nada ou ninguém venha atrapalhar a trajetória profissional que ele sonhou para si no passado e agora traçou para o seu filho. A disputa entre os garotos não vai ser apenas pelo controle da quadra de basquete, mas também pelo amor da bela Peyton, uma líder de torcida e atual namorada de Nathan.

Assim como Josh e Emily (Revenge), o casal saiu das telinhas para a vida real, mas não acabou muito bem. Chad Michael Murray (Lucas) e Sophia Bush (Brooke) se casaram na vida real, mas meses depois acabaram se separando, o que consequentemente separou o casal nas telinhas e o afastamento de Chad da série. Lucas acabou ficando com Peyton e Brooke encontrou um novo amor, mas o casal ainda é marcante e sinceramente não sei por qual termino eu sofri mais #sad

Gossip Girl | Dan e Serena

Talvez eu não tenha uma opinião tão forte sobre esse casal, mas sim sobre o final da série. Eu não cheguei a assistir todas as temporadas, por que simplesmente perdi a vontade. Mas procurei saber o final, pra matar a curiosidade sobre quem era a blogueira por trás do Gossip Girl.
Sinopse da série

Após passar um ano estudando fora por motivos misteriosos, Serena van der Woodsen (Blake Lively) está de volta em Nova York. Seu retorno agita o Upper East side, onde vivem os jovens mais privilegiados da cidade, como a sua melhor amiga, Blair Waldorf (Leighton Meester), o namorado de Blair, Nate Archibald (Chace Crawford), e ainda Chuck Bass (Ed Westwick). Enquanto lida com os problemas com a mãe, Lily van der Woodsen (Kelly Rutherford), e o irmão, Eric (Connor Paolo), Serena irá começar um relacionamento com Dan Humphrey (Penn Badgley), um garoto de um mundo completamente diferente.

Claro que Chuck e Blair são um casal muito mais chamativo e bem construído que Dan e Serena, mas realmente fiquei surpresa com o final, não com o fato de Dan ser o Gossip, e sim dele ter ficado com a Blair. Fala sério, eles não combinavam em nada. Não entendo muito como aconteceu isso, já que no enredo eles eram o casal principal. Não fez muito sentido pra mim, mas né, aconteceu.
[UPDATE: Eu tava errada, o casal fica junto! Obrigada as leitoras que comentaram me informando direito, como eu disse, não vi o final, apenas me foi citado que eles teriam ficado com outros pares. Perdão pelo erro~]

Teen Wolf | Scoott e Allison

Certo, Teen Wolf está em sua temporada final e ainda temos metade da temporada pra assistir, mas sabemos que não tem mais chances para Scott e Allison. O casal se desfez pela inevitável saída da atriz Crystal Reed (Allison Argent) da série, mesmo que antes, o casal tenha rompido, preparando os fãs para  fim da personagem de Crystal.
Sinopse da série

O jovem Scott McCall (Tyler Posey) é estudante do ensino médio no colégio fictício de Beacon Hills e vive como um garoto comum, passando por problemas naturais da juventude. Ao ir caminhar na floresta em busca de um suposto corpo morto, o menino é mordido por um lobisomem. Nos dias seguintes, Scott logo nota as mudanças em seu corpo e nos seus sentidos, concluindo que tornou-se um lobisomem. Ele se esforça para esconder de seus colegas a nova característica, com exceção do melhor amigo Stiles Stilinski (Dylan O’Brien), da namorada Allison Argent (Crystal Reed) e do companheiro Derek Hale (Tyler Hoechlin), com quem conta para enfrentar a nova fase.

Como em Teen Wolf não há muitas maneiras de voltar a vida, infelizmente não há muitas chances de Scott e Allison reencontrarem seu relacionamento antes do final. Mais um casal lindo que não vai ficar junto, pra aumentar a bad, fiquem ai com a morte da Allison:
Depois desse post, fica claro a minha mania de shippar errado, né mesmo? É difícil, mas vou levando. E vocês, quais casais de séries vocês torceram para ficarem juntos e não rolou? Comentem ai!
Beeeijos!