O lançamento original da Netflix, Ladies First, dirigido por Thea Sharrock, está previsto para estrear no dia 22 de maio. A trama se desenrola em um universo alternativo onde as mulheres ocupam as posições de liderança, enquanto os homens passam a representar uma minoria em várias esferas da sociedade. Sacha Baron Cohen dá vida a Damien Sachs, um CEO preconceituoso de uma agência de publicidade, que após um acidente descobre-se em uma realidade completamente diversa da sua.
Este novo mundo conta com uma estrutura de poder dominada por mulheres, incluindo uma papa feminina, além de costumes inusitados como homens usando lingerie, invertendo os padrões tradicionais de gênero. Alex Fox, supervisora direta de Damien, é interpretada por Rosamund Pike, que também lidera o elenco formado por Richard E. Grant e Emily Mortimer. A história acompanha a luta de Damien para compreender e se adaptar a essas novas regras sociais enquanto oferece uma crítica mordaz e divertida sobre questões de gênero.
Segundo declarações de Sacha Baron Cohen no site oficial da Netflix, seu personagem parte de uma visão retrógrada e sofrerá mudanças significativas ao longo da narrativa, o que torna o filme não apenas uma comédia, mas também uma reflexão satírica sobre preconceitos.
Produção e aspectos artísticos de Ladies First
O roteiro de Ladies First é uma adaptação do filme francês de 2018 Je Ne Suis Pas Un Homme Facile, trazendo uma releitura que mescla humor e questionamentos sociais. Rosamund Pike, que participa da produção, ressaltou a originalidade e o tom provocativo do texto, considerando-o uma trama divertida, que desafia estereótipos ao permitir que ela dê vida a duas personagens com características muito distintas.
A comédia britânica marca fortemente o estilo humorístico do filme, conferindo uma dose de ironia e sutileza que unem entretenimento e crítica social. Na parte visual, o trabalho da figurinista Lauren Reyhani foi fundamental, especialmente no desenvolvimento do guarda-roupa de Alex Fox, papel de Pike. As roupas transmitem vigor e autoconfiança, com cortes que destacam ombros largos e cores intensas.
Para incorporar seu personagem, Rosamund adotou uma linguagem corporal mais masculina, incluindo gestos típicos como o manspreading, buscando uma postura condizente com o empoderamento que a história propõe. O figurino, a seu ver, mistura a alfaiataria tradicional masculina com uma pitada feminina, brincando com essas referências para reforçar as nuances dos personagens.
A direção ficou sob a responsabilidade de Thea Sharrock, que espera que o filme não apenas divirta, mas estimule debates sobre os papéis de gênero e as relações de poder presentes na sociedade atual. Por meio do humor, a obra se propõe a despertar reflexões importantes sem perder a leveza e o dinamismo necessários para cativar o público.









