Lançada em 2019 pela Netflix, a série The Witcher apresenta um rico bestiário que coloca Geralt de Rivia diante de diversas ameaças sobrenaturais no Continente. A cada episódio, o protagonista enfrenta seres únicos, estilo “monstro da semana”, entre eles a kikimora, uma criatura com traços insetóides que habita áreas pantanosas, e o djinn, um ser mágico envolto em mistério e poderes sobrenaturais.
Já Magic: The Gathering, jogo de cartas colecionáveis criado por Richard Garfield em 1993, oferece um universo fantástico vasto e diversificado. Construído em torno da utilização da mana para conjurar feitiços, criaturas e artefatos, o jogo é repleto de personagens chamados Planeswalkers, seres capazes de transitar entre diferentes dimensões. O cenário de Magic abrange cinco principais tipos de biomas — planícies, florestas, ilhas, pântanos e montanhas — onde dragões com armaduras douradas coexistem com entidades horripilantes que emergem das profundezas do cemitério.
Adaptação e Produção da Série Magic: The Gathering
A Netflix está à frente da criação da série animada de Magic: The Gathering, uma iniciativa que busca transformar a riqueza do universo do jogo de cartas em uma narrativa visual dinâmica. Sob a liderança de Terry Matalas, que atua como showrunner e produtor executivo, a escolha pela animação revelou-se uma estratégia inteligente para realçar os efeitos mágicos e os cenários fantásticos, oferecendo uma experiência que dialoga diretamente com o público fã do jogo e também com novos espectadores.
Desde que a Hasbro adquirira os direitos da franquia em 1999, diversas oportunidades foram exploradas para levar Magic para além das cartas, incluindo a colaboração recente com a Legendary para o desenvolvimento de um longa-metragem. Antes disso, em 2019, os irmãos Russo chegaram a anunciar um projeto para uma série, mas a produção acabou não avançando devido a divergências criativas. O foco atual está no desenvolvimento das histórias dos Planeswalkers, figuras centrais que viajam entre diferentes dimensões, elemento que promete conferir profundidade e complexidade à trama.
Transportar um jogo de cartas com uma mitologia extensa e diversas linhas de história para as telas representa um desafio considerável. É necessário alinhar a adaptação para preservar a essência do multiverso que Magic construiu ao longo das décadas, respeitando a diversidade de gêneros e ambientes que coexistem em seu universo. A produção busca garantir fidelidade ao conteúdo original, ao mesmo tempo em que pretende atrair um público que aprecia narrativas fantásticas complexas, seguindo a tendência que acompanham outras adaptações recentes no mercado audiovisual, como The Last of Us e Dungeons & Dragons.
Além disso, é interessante destacar que o universo criativo de Magic é um dos poucos games que frequentemente realiza crossovers com franquias como Marvel e O Senhor dos Anéis. Apesar dessa amplitude, somente agora a obra ganha uma adaptação oficial para televisão e cinema, refletindo a crescente demanda por conteúdos que mesclam fantasia e ação de forma imersiva. Segundo o site oficial da Netflix, o investimento em animação vai facilitar a transposição do jogo para uma linguagem mais acessível e visualmente impactante.









