No quinto episódio, intitulado Labirinto do Dragão, acompanhamos Coco e suas amigas, aprendizes de bruxas, presas em um enigma mágico que remete ao universo das ilusões visuais propostas por M.C. Escher. Enquanto tentam encontrar uma saída, elas enfrentam a presença imponente de um dragão galês que vigia o local com atenção. A perseguição começou após a tentativa de seguir uma misteriosa bruxa que usa um chapéu característico.
O conflito entre as personagens fica evidente quando Agott demonstra irritação por ter sua concentração quebrada por Coco durante a elaboração de um feitiço. Entre acusações, Agott responsabiliza Coco pelo feitiço proibido que acabou transformando sua mãe em pedra. A habitual alegria de Tetia cede lugar à apreensão, levando-a a descontar seu descontentamento em Coco. Em meio a todo esse clima, Richeh se mostra à beira das lágrimas, refletindo a tensão que paira sobre o grupo.
Mesmo diante das adversidades, Coco e Tetia elaboram uma estratégia para acalmar o dragão guardião. A ideia central consiste em criar uma cama feita de nuvens encantadas, que servirá para que o monstro possa descansar. Durante a criação desse feitiço, as garotas revisitam seus desenhos diversas vezes, ajustando detalhes até que o encanto funcione perfeitamente. Essa vitória momentânea traz um raro instante de alívio e euforia para todas.
No entanto, ao desfazerem o feitiço, o labirinto inicia seu colapso, reacendendo a fúria do dragão contra as jovens. É quando Qifrey, o mentor do grupo, aparece para intervir com um nível avançado de magia que impressiona a todos. Curiosamente, sua aparência física é comparada à do personagem Satoru Gojo, apesar de sua existência ser anterior a esse. O episódio se encerra com um monólogo da enigmática bruxa de chapéu, que insinua planos obscuros para corromper Coco.
Enquanto isso, Coco demonstra fragilidade emocional e chora, preocupada com a possível perda do afeto e amizade das colegas. Em um momento de calma, Qifrey a incentiva com palavras de reconhecimento e apoio. A atmosfera se torna ainda mais tensa quando a trilha sonora é abruptamente interrompida na cena final, aumentando a sensação de suspense. Para fechar, Qifrey confronta um comerciante sobre a procedência da tinta usada no chapéu mágico que transportou as garotas, revelando indícios importantes para o desenrolar da trama.
Recepção e Importância do Episódio
O quinto capítulo da série Atelier de Máscaras, adaptação do mangá de Kamome Shirahama pela Bug Films, conquistou um lugar de destaque entre os fãs e críticos. Segundo avaliações do IMDb, é o episódio melhor avaliado da temporada, graças à maneira como demonstra a essência do anime mostrando seus principais elementos e mecânicas.
Reconhecido como uma espécie de vertical slice, essa parte da trama reúne com excelência o sistema mágico baseado em desenhos, que foge dos padrões tradicionais de encantamentos. O cuidado na animação e no design artístico, especialmente ao ilustrar o processo de criação dos feitiços, chamou a atenção por seu detalhamento minucioso, elevando a experiência visual.
Além disso, a direção superou um início conturbado para garantir uma estreia que, em pouco tempo, passou a ser reconhecida como cativante e sólida. O episódio equilibra ação, momentos de humor e tensão, além de desenvolver a empatia dos espectadores com os personagens e o universo apresentado. Destaca-se também a atuação visual do personagem mentor Qifrey, cuja presença forte é transmitida sem depender de diálogos extensos, um recurso que reforça sua autoridade.
Aproveitando o espaço para ilustrar seu potencial, o quinto episódio consolidou Atelier de Máscaras como um dos principais nomes do ano entre as produções de animação. Quem quiser acompanhar essa obra inovadora pode conferir os lançamentos toda segunda-feira no Crunchyroll. Muitos consideram a série uma excelente alternativa às fantasias populares da HBO, como Harry Potter, por contar com uma abordagem mágica única e envolvente.








