Em um gesto que fala muito sobre humildade e apoio, Reed Hastings, cofundador da Netflix, relembra um episódio marcante com seu antigo chefe Barry Plotkin. Durante os primeiros meses na startup de apenas 30 pessoas em que trabalhava, Plotkin costumava lavar as xícaras de café acumuladas por Hastings, mas de forma discreta, enquanto ele se dedicava à programação. A atitude, descoberta por Hastings numa manhã, evidenciou um tipo de liderança focada no cuidado e no suporte ao time, algo que o próprio Reed mantém até hoje ao sempre levar café para seus colegas.
Essa conexão próxima entre líderes e suas equipes também aparece em outras histórias atuais. Chris Tomasso, presidente da rede de cafés First Watch, por exemplo, acompanha o crescimento dos funcionários enviando mensalmente cartas escritas à mão para celebrar conquistas importantes. Ele mesmo recebeu inspiração de uma mensagem de agradecimento do CEO do Hard Rock Café durante sua juventude. Além disso, Tomasso adota o hábito de almoçar junto com os colaboradores para manter a proximidade e diminuir as barreiras hierárquicas dentro da empresa.
Na indústria automobilística, Mary Barra, CEO da General Motors, mantém o costume de responder pessoalmente todos os cartões e cartas que recebe, não importando se são elogios ou críticas. Esse cuidado com cada mensagem demonstra um compromisso constante em ouvir e valorizar tanto os clientes quanto os funcionários diante das transformações da companhia. De maneira semelhante, Mike Wirth, líder da Chevron, investe tempo para redigir de 60 a 80 cartas manuscritas em cada uma das suas viagens, reconhecendo publicamente o empenho de seus colaboradores.
Esses exemplos mostram como atitudes genuínas e simples, como lavar xícaras ou escrever notas pessoais, podem servir como ferramentas poderosas para fortalecer o vínculo entre chefes e equipes, criando um ambiente de trabalho mais humano e engajado.









