Russell Simmons moveu uma ação judicial em Manhattan contra a Warner Bros. Discovery, HBO, HBO Max, Max, os diretores Kirby Dick e Amy Ziering, além da Jane Doe Films. O processo aponta que o documentário lançado em 2019, On the Record, teria sido exibido mesmo após alertas sobre seu caráter tendencioso e a falta de confiabilidade das informações apresentadas.
De acordo com a ação, líderes de direitos civis como os reverendos Al Sharpton e Jesse Jackson pediram uma revisão das denúncias antes da estreia do filme, e um membro do conselho da antiga Time Warner solicitou que o documentário apresentasse os diversos lados do caso, um requerimento que não foi atendido. O documento judicial também detalha que a principal acusadora mantinha um acordo financeiro e exercia controle sobre o andamento da produção, participando ativamente nos bastidores e buscando visibilidade aliada a ganhos monetários.
Inicialmente, Oprah Winfrey havia dado suporte ao projeto, porém decidiu se afastar após identificar divergências no conteúdo apresentado. A apresentadora reafirmou que sua saída ocorreu por causa das falhas encontradas no material, sem questionar a veracidade das vítimas relatadas. Simmons, por sua vez, declara que foram ignoradas evidências e testemunhos que o favoreciam, incluindo os resultados de nove exames de polígrafo que ele cumpriu com sucesso, segundo o atestado do examinador.
Antes da divulgação do documentário, o empresário tentou entregar ao presidente da HBO e Max Content, Casey Bloys, provas e um curta-metragem para complementar a obra, mas esse pedido foi negado, alegando a necessidade de aval das acusadoras. A ação legal destaca que os executivos da HBO tiveram conhecimento reiterado de materiais e solicitações para reavaliar o conteúdo antes da distribuição, mas optaram por seguir com a transmissão. O filme é descrito na denúncia como uma peça sensacionalista e difamatória que se aproveitou do movimento #MeToo visando retorno midiático.
O processo também argumenta que a produção confundiu fatos e dramatização, distorcendo a linha entre documentário e ficção. desde que as acusações surgiram, Simmons passou a viver em Bali, Indonésia. Além disso, o caso inclui reportagens do The Washington Informer que questionam a fidedignidade do documentário e evidenciam contradições nas acusações. Testemunhos como o de Nana Carmen Ashhurst, ex-presidente da Def Jam Recordings, e uma carta enviada em 2019 por Thomasina Perkins-Washington, uma publicitária experiente, ressaltam as falhas de um lado único na narrativa e apresentam documentos que contradizem a versão do filme.
Segundo a reclamação judicial, o esforço de Simmons para apresentar sua defesa e incluir relatos favoráveis foi completamente negligenciado pela produção, que seguiu em frente mesmo diante de evidências em contrário. A ação finaliza criticando a decisão da HBO e da Warner Bros. Discovery de exibirem essa peça, apesar dos inúmeros alertas recebidos.









