Lançado em 1993, o filme So I Married an Axe Murderer apresenta uma trama fictícia que gira em torno da suspeita de envolvimento em assassinatos dentro de um casamento. No longa, Mike Myers dá vida a Charlie, um homem que passa a desconfiar que sua esposa pode ser uma assassina em série.
A personagem principal feminina, interpretada por Nancy Travis, é casada com Charlie e carrega um histórico sombrio: os antigos maridos dela foram encontrados mortos à machadadas, embora os locais desses crimes jamais sejam revelados ao público. Curiosamente, Amanda Plummer desempenha a verdadeira criminosa da história, que surge em cenas dubladas e enigmáticas.
Ao longo do filme, o relacionamento entre Charlie e Harriet se desenrola entre o medo e o amor, até que os acontecimentos levam a um desfecho feliz para o casal. Harriet passa a valorizar as poesias do marido, como consequência emocional dos eventos vividos juntos.
Segundo o site oficial da Netflix, essa produção é um exemplo claro de como a ficção pode explorar os medos e paranoias que envolvem os relacionamentos amorosos, especialmente quando tocados pela suspeita de crime.
Documentário Should I Marry a Murderer? da Netflix
Lançada em 2026, a minissérie documental Should I Marry a Murderer? está disponível na Netflix e revela a trágica história de Caroline Muirhead, jovem patologista forense da Escócia. A série acompanha o momento em que Caroline descobre que seu noivo, Alexander McKellar, confessou ser responsável pela morte de Tony Parsons, um ciclista que participava de um desafio beneficente de 100 milhas para o combate ao câncer de próstata.
O fatal acidente ocorreu quando Alexander e seu irmão Robert, sob efeito de álcool e cocaína, atropelaram Tony durante a noite. Parsons era muito mais do que um homem comum: veterano naval, avô e sobrevivente da doença. A dupla tentou esconder o ocorrido enterrando o corpo em uma fazenda próxima à região de Tillicoultry, local onde trabalhavam, e usaram até troféus de caça para camuflar a sepultura.
Determinado a fazer justiça, Caroline marcou discretamente o local do enterro com uma lata de Red Bull sem açúcar, facilitando sua localização pelas autoridades. Segundo o site oficial da polícia escocesa, a investigação, embora lenta, culminou na prisão dos irmãos McKellar. Curiosamente, apesar de descobrirem que a denúncia partiu dela, nenhum ato violento foi direcionado contra a patologista.
Além dos conflitos legais, a trama revela o impacto emocional dessa revelação na vida de Caroline, que precisou passar por tratamento para abuso de substâncias. A série expõe seu processo interno e o desafio de lidar com a pessoa que amava sendo um criminoso. Atualmente, a patologista segue em um novo relacionamento, descrito como calmo e gentil.
Com apenas três episódios, a produção pode ser assistida integralmente na Netflix. Ela destaca não só a complexidade desse caso, mas também o envolvimento intenso de drogas e bebidas que marcou o período em que ocorreu o assassinato, refletindo na dinâmica familiar e social dos McKellar.







